A sua paixão quando mocinhas se transformou em profissão. Encontre estas três criadoras de jóias inspiradas.

Sophie Lévy (Les Bijoux de Sophie)
A fantasia requintada
"Alta fantasia" : expressão que nasceu do espírito de Sophie Lévy, que procurava "uma descrição mais requintada do que ´fantasia´". Dezesseis anos depois do início da sua atividade, o empreendimento artesanal produz duzentas peças por coleção. A próxima, Brasil Místico, evoca o Rio : "Uma parte exótica (papagaios, tucanos, abacaxis...) e uma parte piedosa com velas, pias de água benta, cristos ..." Desde 1997 que a perícia de Sophie abrange bolsas, e desde 2011 os acessórios caninos e os objetos. Este ano, ela lança vestidos: "Dois modelos simples a vestir sem ter que pensar, que devem ser acessórios para as minhas jóias." Falta apenas encontrar uma boutique na qual, muito em breve, as já fiéis Marion Cotillard, Vanessa Paradis e Madonna vão fazer questão de ir às compras. Enquanto isso, a autodidata formada em escultura segue o seu caminho, guiada pelo seu próprio gosto.
Le Bon Marché (24, rue de Sèvres, Paris 7e), Printemps Haussmann (64, bd Haussmann, 9e), boutiques de prêt-à-porter Manoush. lesbijouxdesophie.com

Magali Pont (Aime Bijoux)
A elegância retrô-romântica
As tranças de metal e a tiara antiga são o símbolo da elegância retrô-romântica de Magali Pont. Nos broches, as bandanas e os colares da coleção de janeiro, pequenos porta-flores piscam o olho aos ornamentos de cabeça que lembram os da pintora Frida Kahlo: "É a primeira vez que me inspiro de um tema, antes eu explorava a matéria e as suas novidades." Para as suas pesquisas, Magali não viaja: "Ando por Paris, vou à Internet." Com 17 anos, esta adepta da madeira e do osso chama a atenção da marca de pronto a vestir Les Prairies de Paris, torna-se a sua musa antes de criar a sua linha de jóias. Ao completar 30 anos, em 2008, esta nativa de Marselha, e o seu companheiro que é pintor, lançam a sua própria linha de brincos, abotoadures e correntes. Um desejo? Encontrar finalmente um lugar onde "cenografar" os seus produtos.
Galeries Lafayette (40, bd Haussmann, Paris 9e), FrenchTrotters (30, rue de Charonne, 11e), Le Bon Marché (24, rue de Sèvres, 7e). aime-bijoux.fr

Lara Melchior
O reino das matérias preciosas
Com um nome de família divinamente oportuno (Melchior, o rei mago que leva o ouro), Lara deve a sua primeira criação ao improviso: "Uma jóia me agradava, eu achava que era muito cara, então decidi fabricá-la eu mesma." Em 2007, quando tenta viver da fotografia, ela começa a vender colares à suas amigas. Dois anos mais tarde, os seus anéis de diamantes marons, as suas correntes emaranhadas em ouro amarelo e os seus ninhos de abelha em cinabre encontram-se chez Colette, esse templo da brancura! "Ninguém me ajudou. Para debutar, eu fiz derreter as jóias da minha avó." Inspiradas pelas folhas de ouro de Klimt ou pelo fauvismo, a criadora de 26 anos produz uma peça por modelo (vinte por coleção) e cria por encomenda. Ela não tem um moto, mas gosta desta frase de Matisse: "Há flores em todos os lugares para quem tem olhos de ver." E conclui sabiamente: "O verdadeiro luxo não está no peso do ouro, mas na sorte de poder fazer aquilo que se gosta."
Colette (213, rue Saint-Honoré, Paris 1er), Merci (111, bd Beaumarchais, 3e). laramelchior.com

Bijoux bijoux !
O Louvre dos antiquários (foto)
Desde a ourivesaria da Alta-Antiguidade até os anos 1960: os herdeiros do bom gosto vêm aqui encontrar inspiração ou descobrir o que passado soube valorizar.
2, place du Palais royal Paris 1er
White bird
Tendo como seu forte a bijuteria fina internacional, a boutique propõe peças raras, e por vezes únicas, de criadores do mundo inteiro.
38, rue du Mont-Thabor, Paris 1er
Dary’s
Para descobrir antiguidades e se manter a par das tendências: este negócio de família tornou-se uma referência para as peças vintage e as modernas assinadas.
362, rue Saint-Honoré, Paris 1er
Texto : Magali Aubert - Fotos : Olivier Roux